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Seminário de Pesquisa

Prof. Dr. Estevão C. de Rezende Martins

 

Seminário de Pesquisa Histórica é uma disciplina voltada para o aperfeiçoamento das pesquisas desenvolvidas por alunos de mestrado e doutorado do PPGHIS. Funciona como um espaço de discussão e reflexão sobre aspectos variados das pesquisas realizadas pelos estudantes do PPGHIS. O principal objetivo do seminário é contribuir para o aprimoramento e aprofundamento de aspectos formais, conceituais e metodológicos das pesquisas em desenvolvimento, por meio da abordagem teórica e prática de temas tais como estratégias de investigação, formulação de(s) problemas históricos(s), delimitação e manejo das fontes, organização da estrutura argumentativa/narrativa, técnicas de citação e referências bibliográficas, estilos de redação de texto, entre outros. Por essa razão, a gama de leituras será ampla e diversificada, abordando temas, fontes e abordagens historiográficas diversas. Divide-se em duas unidades:

  • Apresentação
  • A investigação histórica contemporânea: estudo de casos
  • O estado das pesquisas individuais

Na primeira unidade, de forma sintética, serão discutidos textos de importantes historiadores contemporâneos, com vistas a promover a reflexão sobre desenhos e práticas de investigação. Serão privilegiados textos que evidenciem criatividade, pertinência e clareza na formulação de problemas de pesquisa, além de originalidade e eficácia no tratamento metódico das fontes e na integração das informações extraídas do material documental aos constructos teóricos diretores da interpretação.

A segunda unidade, por sua vez, estruturar-se-á em torno das atividades de apresentação, comentário, discussão e crítica de textos a serem preparados pelos pós-graduandos. Aqui, a cada sessão, de acordo com a programação que se fixará na primeira sessão do seminário, os estudantes apresentarão um paper detalhando as atuais linhas mestras do seu trabalho final. O paper deverá ser concluído com um cronograma de tarefas e com um esquema (provisório) da estrutura da dissertação na forma de um sumário estendido. Deverá também explicitar os avanços em relação ao projeto/pré-projeto apresentado por ocasião da seleção.

Nota: O programa e as instruções de procedimento e preparação dos papers estarão disponíveis na Secretaria do PPG HIS até 10 de fevereiro de 2014. Eventuais ajustes se darão na primeira sessão do seminário, no dia 18.3.2014. Na semana de 10 a 14 de março os estudantes matriculados no Seminário deverão participar do curso intensivo de professor visitante do PPG HIS (informar-se dos pormenores junto à Secretaria do PPG HIS).

 

Teoria e Metodologia da História

Profa. Tereza Cristina Kirschner

 

O curso trata de dois aspectos intimamente relacionados do ofício do historiador: a reflexão teórica e a prática de pesquisa. Algumas questões relacionadas a esses dois aspectos estarão no centro das discussões ao congo do curso: Qual é relação entre história e filosofia? Como o historiador apreende o tempo histórico? Como articula o tempo histórico e o tempo do historiador? O que significa a expressão “diferentes perspectivas historiográficas”? Crise da História ou crises da História? O que se entende por teoria e história da historiografia? Interdisciplinaridade ou multidisciplinaridade? Como essas questões se manifestam na prática historiográfica?

Na primeira parte do curso apresenta-se a trajetória da história enquanto disciplina acadêmica e discute-se como, em diferentes momentos, foram compreendidas teoria e prática historiográfica, bem como os próprios conceitos de História e de tempo histórico. Neste tópico apresentam-se os principais debates que ocorreram, e ocorrem, na disciplina da história. A segunda parte do curso trata das diferentes etapas que envolvem a realização de uma pesquisa historiográfica: delimitação do objeto, objetivos, pesquisa de fontes, uso dos conceitos e teorias, questões que serão discutidas tendo como referência pesquisas realizadas por alguns autores.

Dinâmica do curso:

- Discussão de determinados temas sobre os quais os participantes deverão ter lido a bibliografia indicada previamente.

- Avaliação: um texto escrito, de quinze a vinte páginas, sobre tópico do programa. A elaboração do texto deve visar publicação e ser entregue no final do semestre. O objeto do trabalho deve ser definido no início do curso, para que os alunos possam receber orientação ao longo do semestre.

 

Cultura, Política e Identidades 2

Prof. Dra. Diva do Couto Muniz

 

Propõe-se, no presente curso, uma reflexão sobre a historiografia brasileira, privilegiando as aproximações e distanciamentos entre os domínios da história política, cultural e social. Atentar-se-á, nesse esforço de análise da historiografia, para os modelos, regras, disputas, tensões e relações de poder que informam toda escrita da história. Operação, essa, que envolve um lugar social, uma prática disciplinar e um produto, uma narrativa, tal como nos ensina Michel de Certeau. Sob tais referências, o que se busca é subsidiar os/as alunos/as quanto ao exame crítico da historiografia brasileira, exercício indispensável para a localização e problematização de seu tema/obejeto de estudo no campo historiográfico. O curso será desenvolvido a partir de três eixos, três movimentos de reflexão interdependentes: 1) história, historiografia e poder; 2) historiografia brasileira: percursos, tradições e rupturas; 3) a escrita da História do Brasil: as dimensões da cultura e da política.

 

 Cultura, Política e Identidades 3

História, Memória e Direitos Humanos

Profa. Dra Cléria Botelho da Costa,

 

O seminário partirá do questionamento: a história e a memória são Direitos Humanos? Será o conhecimento do passado, do presente e até mesmo do futuro, um direito de homens e dos diferentes grupos sociais, culturas, étnicos e de gêneros, que conformam a humanidade? Como pensar a História e a Memória como direitos de todos os homens? Estas questões serão eixos orientadores da discussão crítica sobre a relação entre Historia e Memória no quadro da produção historiográfica. O conteúdo será concentrado em três eixos temáticos, articulados entre si. O primeiro eixo gravitará em torno da discussão sobre a relação da memória com a história com enfoque nas semelhanças e dessemelhanças entre as duas, a partir dos seguintes autores, entre outros: Benjamin, Le Goff, Nora, Halbwachs, Sarlo, Ricoeur e Todorov. O segundo versará sobre as diferentes concepções de Direitos Humanos, enfocando a concepção construtivista, edificada a partir do cotidiano dos sujeitos históricos e da interpretação crítica das cartas dos direitos dos homens e dos cidadãos e suas significações nas conjunturas históricas em que foram edificadas. O terceiro eixo refletirá sobre os direitos humanos em grupos específicos da sociedade brasileira contemporânea tais como: crianças e adolescentes, negros e mulheres a partir da análise de produções historiográficas que trabalham com esse tema e das pesquisas em desenvolvimento pelos alunos do curso. Neste eixo também será analisado o III Programa Nacional de Direitos Humanos e o projeto: direito à memória e à verdade, proposta recente de Direitos Humanos para a sociedade brasileira.

 

Ideias, historiografia e teoria 3

História, retórica e prova

Prof. Dr. José Otávio Nogueira Guimarães

 

A disciplina terá por tema, neste semestre, as relações entre história, retórica e prova. Partindo-se das considerações de Carlo Ginzburg, em seu livro Relações de força (2000), serão explorados debates historiográficos da "cena primitiva" do discurso histórico Ocidental, na Antiguidade greco-romana, bem como da cena contemporânea. Atenção particular será conferida ao debate narrativista (relações entre verdade e ficção) e a questão das responsabilidades ética e cívicas do historiador.

 

Poder, instituições e sociedade 2

Leituras Teóricas sobre Poder e História das Relações Internacionais

Prof. Dr. Francisco Doratioto

 

O Seminário "Leituras Teóricas sobre Poder e História das Relações Internacionais", a ser ofertado no primeiro semestre letivo de 2014, fará leitura selecionada de Karl Marx, Antonio Gramsci, Raymond Aron, Pierre Renouvin, Jean-Baptiste Duroselle e Adam Watson e de artigos sobre as concepções deles de História, Poder e Relações Internacionais.

 

Poder Instituição e Sociedade 3

Fronteira, Recursos Naturais e Conservação da Natureza

Prof. Dr. José Luiz de Andrade Franco

 

– Conteúdo Geral e Objetivos
A programação da disciplina Tópicos Especiais em História Social – Fronteira, Recursos Naturais e Conservação da Natureza focalizará o processo de avanço da fronteira territorial, as interações e dinâmicas sociais correlatas, os tipos de demanda e apropriação de recursos naturais que motivam a ocupação do espaço geográfico, as representações da natureza que se forjam e as suas relações com o surgimento e desenvolvimento de propostas e estratégias de conservação da natureza. Isto será feito por meio de textos que permitirão a comparação de como este processo de avanço da fronteira se deu em diversas partes do continente americano, sobretudo no Brasil e nos Estados Unidos, indicando como ele influenciou a constituição de identidades nacionais e de modelos de exploração e conservação dos recursos naturais nestes dois países.

– Programação de Atividades e Leituras

A disciplina será desenvolvida em cerca de 15 aulas de quatro horas cada. Está prevista uma visita a uma unidade de conservação, para avaliação do processo de sua implementação e de sua gestão, bem como da ocupação do seu entorno, temas a serem pensados no contexto da expansão de fronteiras.
As aulas e as respectivas leituras estão listadas por número de ordem. Durante as aulas, serão discutidos os textos e realizados exercícios ou dinâmicas relativos aos tópicos em debate.

  • NASH, Roderick. Wilderness and the American Mind. Yale: Yale University Press, 1982. Epilogue, pp. 379-388.
  • CRONON, William. The Trouble with Wilderness; or, Getting Back to the Wrong Nature. In: CRONON, William (Edited by).Uncommon Ground: Rethinking the Human Place in Nature. New York: Norton, 1996, pp. 69-90.
  • LEWIS, Michael. Wilderness and Conservation Science. In: LEWIS, Michael (edited by). American Wilderness: A New History. New York: Oxford University Press, 2007, pp. 205-261.
  • WORSTER, Donald. Nature, Liberty, and Equality. In: LEWIS, Michael (edited by). American Wilderness: A New History. New York: Oxford Uniniversity Press, 2007, pp. 263-272.
  • TERBORGH, John e SCHAIK, Carel van. Por que o mundo necessita de parques? In: TERBORGH, John; SCHAIK, Carel van; DAVENPORT, Lisa; RAO, Madhu (orgs). Tornando os parques eficientes: estratégias para a conservação da natureza nos trópicos. Cutitiba: Editora da UFPR e Fundação O Boticário, 2002. pp. 25-36.

– Avaliação

  • Participação nas discussões sobre os textos (até 30% da nota final);
  • Seminários (até 30% da nota final);
  • Trabalho Final - com roteiro a ser definido (até 40% da nota final).

 

Sociedade e Tradições: Lógicas Discursivas e Práticas Políticas 3

Profa. Dra. Maria Eurydice de Barros Ribeiro

 

Por quase dois séculos, o cristianismo propagou-se sem o uso de imagens. As primeiras imagens datam do ano 200 e foram encontradas nas catacumbas de Domitila, em Roma, vinculadas aos ritos fúnebres. A imagem ocidental cristã iniciou os seus primeiros passos, comprometida em representar o mundo invisível cujo significado buscava compreender. As primeiras representações do cristianismo primitivo fundamentaram-se nas formas do mundo clássico pagão. Formas estas, que sobreviveram ao longo da idade média abastecendo-se dos conceitos fundamentais do neoplatonismo. Essenciais a doutrina salvacionista, as imagens foram associadas a prática política. O seminário objetiva o estudo da imagem como testemunho da história por meio da compreensão dos conceitos de tradição, representação e signo. Procurar-se-á conjugar a discussão teórica a estudos de casos vinculados as formas de representação histórica do poder político, em sua múltipla diversidade cultural na sociedade medieval.

 

* Seminário restrito aos mestrandos e doutorandos da linha de pesquisa Sociedade e Tradições: Lógicas Discursivas e Práticas Políticas 3